Luz, Câmera, News!
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Desenhos Animados através do tempo
Tudo começou com um gato...
Não, tudo começou com um rato...
Na verdade tudo começou com um coelho que virou um rato que queria ser gato.
Pensando bem tudo começou com um gato mesmo, mas essa confusão acima eu explico no decorrer do texto.
O ano era 1919, quando o personagem Master Tom, um gato, estrelou um curta metragem para a Paramount Pictures chamado Feline Follies (mais ou menos Folias Felinas). O Filme foi produzido pelo estúdio de animação do Australiano radicado nos Eua, Pat Sullivan. O desenho foi dirigido pelo cartunista e animador Otto Messmer. Fez tanto sucesso que a Paramount encomendou mais curtas com o Gato Tom. Só que o Produtor John King teve uma sacada genial: O gato deveria ser rebatizado como Félix, numa alusão às palavras latinas Fellis (felino) e Felix (sortudo, feliz).
E assim surgia o Gato Félix, o primeiro dos desenhos animados.
Em 1922 Pat Sullivan passou a distribuir os desenhos animados, em 1923, o Gato Félix já era estrela de cinema (Felix in the Hollywood) e nas tiras de jornais, em 1924, o animador Bill Nolan redesenhava a personagem deixando-o mais arredondado e mais parecido com o que nós conhecemos hoje e em 1928 o Gato Félix aparecia pela primeira vez na televisão (tudo bem que só os técnicos viram a estréia de Félix na TV, pois naquela época quase ninguém tinha televisão em casa, mas isso é outra história!).
Com tanta gente envolvida no seu surgimento, natural que durante muito tempo houvesse disputa pela paternidade do Gato entre Otto Messmer (o desenhista empregado) e Pat Sullivan (o produtor e dono do Estúdio). Sullivan afirmou durante muito tempo que o gato era criação dele, que ele havia feito os esboços iniciais. Só muito tempo após a sua morte é que os funcionários do estúdio tiveram coragem de creditar Félix como criação de Otto Messmer.
Em 1923, Walt Disney criava o Coelho Oswald e os poderosos da Universal, percebendo o potencial do personagem, resolveu tira-lo de Disney, que entusiasmado pelo sucesso estrondoso que o Gato Félix fazia não se intimidou e resolveu arredondar e diminuir um pouco as orelhas do Coelho Oswald deixando o personagem parecido com um rato. Rato? Não! Camundongo.
E assim, em 1928, surgia Mickey Mouse.
E na esteira de Mickey vieram tantos outros personagens maravilhosos e inesquecíveis: Pato Donald, Zé Carioca, Pateta, Margarida, Minnie, Clarabela, Pateta, Tio Patinhas, Peninha, Pluto, Horácio, João Bafo de Onça, Mancha Negra, os Irmãos Metralha, Maga Patalógika, Tico e Teco, Huguinho, Zezinho e Luisinho, Professor Pardal e Lampadinha e tantos mais, que é impossível citar todos nesse curto espaço.

Em 1940, Chuck Jones, Bob Clampett, Friz Freleng e Tex Avery recém saídos dos estúdios Disney resolveram se reunir e fundar o Estúdio de Desenhos da Warner Bros. E com um espírito politicamente incorreto resolveram ensinar ao mestre Disney o poder da palavra concorrência.
Quem já assistiu ao curta A Tartaruga e a Lebre, lançado pela Disney em 1935, percebe de cara uma semelhança com um certo coelho. Mas essa semelhança não é gratuita, Hare, o coelho do curta, nada mais é do que o protótipo do que iria se tornar Pernalonga. Além de tomarem o coelho emprestado (para nunca mais devolverem) os animadores da Warner se aproveitaram também do Título Silly Simphonies (Sinfonias Bobas) da série da Disney e lançaram o seu Looney Tunes (Músicas Malucas).
E no rastro de Pernalonga outros tantos personagens inesquecíveis: Patolino, Hortelino troca letras, Frangolino, Taz, Papa-léguas, ligeirinho, Piu-Piu e Frajola, Pepe Lê Pew, o Coiote, Gaguinho...

Ainda em 1940, um jovem casal em lua-de-mel, não conseguia consumar o seu casamento, pois era atormentado o tempo inteiro por um pássaro que insistia em fazer um barulho infernal no alto do seu chalé!
Reza a lenda que foi a partir desse fato, baseado em fatos reais da sua lua-de-mel com sua esposa Grace, que Walter Lantz se inspirou em criar um dos mais brilhantes, engraçados e simpáticos desenhos animados, O Pica Pau.
O desenho virou mania no mundo inteiro, especialmente aqui no Brasil, quando era exibido nas manhãs de Domingo no programa Domingo no Parque de Sílvio Santos. Naquele tempo, a moda por aqui era quem imitasse melhor a gargalhada do Pica Pau ganhava um tênis Montreal!
E na esteira do sucesso do Pica pau vieram Chilly Willy, Zé Jacaré, Andy Panda e outros.

Em 1953 surgia um dos primeiros seres humanos a protagonizar um desenho animado: Velhote, cegueta, herói improvável, assim era Mr. Magoo.

Em 1958, enquanto nos EUA, a produção de desenhos animados para a TV começava a esquentar, na Europa, a produtora Belga Belvision resolveu levar para a telinha o maior sucesso das histórias em quadrinhos daquele país: As Aventuras de Tintin. Verdadeiro Mickey Mouse da Bélgica, Tintin é um repórter aventureiro que viaja o mundo com seu cachorro Milou e o capitão Haddock.

Em 1965 foi criado que podemos chamar de primeiro anime da televisão. Foi graças a Kimba, o Leão Branco que hoje desfrutamos (ta bom!) de cavaleiros do Zodíaco, Pokemons e outros afins vindos da terra do sol nascente.

Em 1969 a Pantera Cor de Rosa surgia na televisão, criada pelo estúdio DePatie-Freleng Enterprise para a abertura do filme homônimo em 1963, ela fez tanto sucesso que sua passagem para os desenhos animados na TV era uma questão de tempo.
No rastro da pantera vieram os não tão famosos, mas igualmente memoráveis O inspetor, a cobrinha azul, o Besouro Japonês (toli-toli-tolá), Toro e Pancho entre outros.

O ano agora é 1973 e os mais puristas torcem o nariz para o desenho criado nessa época. Mas pra quem foi criança e não dava muita bola pra os gibis de super-heróis foi introduzido no universo da DC Comics pela série da Hanna-Barbera, Os Superamigos: Super-Homem, Mulher Maravilha, Batman e Robin e Acquaman. Isso até 1977, quando se juntaram ao grupo os heróis mais meia boca da TV, com suas orelhas pontudas e seu visual violeta, Zan e Jayna, os Supergêmeos, mais o macaco Gleek, fizeram a alegria da molecada com seu bordão “Supergêmeos, Ativaaaaaaar!” e sua capacidade de tomar a forma de qualquer animal (Jayna) ou derivado da água (Zan).

E como não poderia deixar de ser, já que o citei no parágrafo acima, como esquece-los?
Justo os maiores criadores das maiores franquias de desenhos animados do mundo inteiro?
Afinal, quem nunca ouviu falar de Tom e Jerry, Zé colméia, Os Flintstones, Os Jetson, Scooby-Doo, Johnny Quest, Manda Chuva entra tantos outros?
Joseph Barbera e William Hanna mostram-se tão ligados como Tom e Jerry, uma das suas criações mais adoradas pelo público, que se diverte com as aventuras do gato e do rato há mais de 60 anos.
Hanna era editor e compositor, Barbera era cartunista. Os dois se juntaram em 1939 no departamento de curtas da MGM. Barbera desenhava, Hanna dirigia e ambos escreviam as histórias das eternas perseguições do gato e rato que nasceram para brigar. Tom e Jerry surgiram em 1940 em “Puss Gets The Boot”, primeiro dos mais de 150 curtas que estrelaram. Quando a MGM resolveu fechar o seu departamento de animação, os amigos e parceiros resolveram formar a Hanna-Barbera Productions. E o resto é história...
Ainda não poderia deixar de pelo menos citar outros desenhos que foram (e ainda são) tão famosos no passado: Popeye, Barbabapa, Os Smurfs, Faísca e Fumaça, Fatasminha Legal, Super heróis Marvel, Super Mouse, são tantos!
E pensar que tudo começou com um gato...
Ou foi um rato? Ou terá sido um coelho?


PH Marinho
posted by Revista Nerd @ 21:07  
0 Comments:
Postar um comentário
<< Home
 
Seções
Colunas
Artigos Anteriores
Arquivo
Colaboradores
    Sasquash Cavalera
    Cristiano Ludvig
    Phillip Gruneich
    Fernando Fonseca
    João Paulo Rodrigues da Silva
    Paulo Henrique Marinho
    Gustavo Grandino Gobbi
    Viníccius Boaventura
    Nicolas Trevizan
    Pony
Contato
revistanerd@gmail.com
Powered by

Free Blogger Templates

BLOGGER